quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Lá vem história!

Essa história acontece na casa de Emília
  Vamos ouvir uma história? Essa história acontece na casa de Emília.Vejam só quem entra devagarinho na casa de Emília, é uma linda menina que sabe que lá tem muitos livros na estante e por isso quer ler todos eles!
  Era uma vez, um livro que morava na estante da casa de Emília, ninguém nunca havia tirado ele da estante, sempre estava lá, mas de repente  ouviu um barulhinho!
   Pediu socorro! Queria muito que alguém o tirasse de lá, pois queria ensinar muito a alguém, mas nunca se lembravam de tira-lo de lá! Ninguém o ouvia, ou fingia ouvir e nada fazia! Enquanto o livro começou a chorar, suas letrinhas caiam uma por uma como gotas!  O livro ficou em branco, pois ninguém queria ler, ninguém queria pegá-lo no colo, ninguém queria contar suas histórias, ninguém queria saber daquele livro! O livro estava muito triste.
  Um belo dia, Emília viu o livro e pensou que como já sabia ler, podia começar a ler vários livros, tinha muitos na estante, iria conhecer todos eles. O livro ouviu a voz de Emília e ficou muito feliz pois alguém lembrou dele, estava tão feliz que até suas letrinhas voltaram e agora será um livro completo e feliz.
  Emília pegou o livro e começou a ler, cada palavrinha era como um passo de mágica, letrinhas foram colocadas como um pir-lim-pim-pim, por uma fada lá da Terra do Nunca. Emília nunca mais largou o livro, sabem por quê? Porque esse era seu maior tesouro guardado pelos pais, e agora que sabia ler, irá ler esse e outros que estão aguardando sua vez!
  Emília ficou muito feliz, e o livro se sentiu amado, pois o livro também tem coração e sentimento de amor, guarde seus livros, mas lembre-se deles, alguns cantam canções, outros tocam corações, alguns têm informações, outros poesias, alguns têm tudo que a gente precisa saber, e saibam jamais o homem inventará algo melhor que um bom livro, esse será seu grande companheiro! Até a próxima pessoal, essa foi mais uma de minhas histórias, narradas e contadas para lembrar que o livro infantil deverá ser lembrado todos os dias, e também amado!

Autora Elaine Aparecida de Sousa

terça-feira, 8 de setembro de 2015

História contada aos alunos da Escola Municipal "Amâncio Bernardes" A estrelinha importante



A estrelinha importante
 Autora: Elaine Aparecida de Sousa
   Era uma vez um céu lindo de doer os olhos e lá haviam várias estrelinhas, cada uma tinha seu nome.  Eram  a Julita, Lilita e Florita, eram muito amigas. Sempre ao entardecer combinavam de sair de casa e ir passear na pracinha, pois sabiam que muitos de nós iriamos estar lá para vê-las.
   Aninha e Zezinho eram dois amigos que sempre brincavam na pracinha e viam essa estrelinha.
   Aninha dizia:
   _Nossa Zezinho como eu queria ter aquela estrelinha brilhante na palma da minha mão!
   E Zezinho concordava:
   _É mesmo Aninha ela brilha tão forte que é capaz de iluminar o mundo inteiro. 
   Ao ouvir isso Julita pulou tanto de alegria que quis dizer a Aninha que se ela quisesse ela poderia ter essa estrelinha, mas se apenas acreditasse nisso com toda força do seu coração.
   Julita piscou para Aninha e Aninha entendeu o recado:
   _Estrelinha do meu coração, eu preciso ter você comigo, venha fazer brilhar o meu chão, fique sempre comigo!
   Julita, feliz da vida, pensou:
   _Agora tenho uma grande amiga e também um  amigo e poderei todos os dias estar com eles quando eles acreditarem estar comigo... E piscou, piscou e piscou...
   Zezinho disse a Aninha:
   _Nossa Aninha eu também sou amigo dessa estrelinha e todas as tardes iremos estar com ela aqui, cada piscada é uma batida do meu coração.
   As outras estrelinhas aprenderam o quanto é importante ser uma estrela e que o amor e a esperança sempre vencem!!!

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Lá vai um conto escrito por mim! A história dos contos tudo junto e misturado



A história dos contos tudo junto e misturado
Autora Elaine Aparecida de Sousa

Não era uma vez, eram muitas vezes, que eu vi, eu pude ver com meus olhinhos misturados as historinhas. Alguém conhece aqui um ovo de ouro? Encontrei um pelo caminho, acho que o gigante deixou cair lá de cima do pé de feijão, quis dar esse ovo de ouro  para a bruxa Zigrifilda aquela zarolha que queria comer os meninos naquela história que tem uma casinha cheia de docinhos que deixa a gente cheinho e com problemas de saúde quando comemos muito, dor de barriga, aiiiii, que horror! Talvez assim ela deixe os menininhos irem embora. Fui até a floresta mágica, confesso que senti um pouco de medo quando vi uma coruja que parou em frente a minha cabeça e me deu bom dia, mas depois vi que era um bichinho inofensivo. Prossegui, eita, esperem, quem são esses homenzinhos cantarolando, eu vou, eu vou, pra casa agora eu vou, param pan pan, param pan pan, eu vou, eu vou, eita vou me esconder afinal que aventura esse caminho até a casa da Bruxa Zigrifilda, para salvar os menininhos levando o ovo de ouro que caiu do pé de feijão, gigante distraído aquele, deve estar lelé da cabeça.
São sete homenzinhos, olha só que bonitinhos, você sabem quem são? Acho que estão em outra história, haaaaaaa, já sei são os sete anõezinhos companheiros da branquinha de neve aquela dorminhoca, com certeza já é hora de voltar pra casa  e eu estou aqui querendo chegar até a casa da Bruxa. Acho que vou pedir carona a alguém...Carona? Carona? Até que enfim vem uma carruagem em formato de abóbora dirigida por ratos, peraiiiiiiiiiiiiiiiiiiii, ratos? Eu morro de medo de ratos!!! Mas fazer o que tenho que prosseguir, vamos lá, perai, tem uma princesa ali dentro, vou perguntar se posso sentar do lado dela:
_ Com licença, posso sentar, irei até a casa da Bruxa Zigrifilda, e percebo que seu pé só tem um sapato, um só?
Fico sem jeito de perguntar, afinal perguntar algo que não é de nossa conta fica chato, as pessoas acham ruim  né?
Aiiiii, vou perguntar não aguento de ansiedade:
_Ow, moça, não é por nada não, mas porque calça somente um sapato?
Ela disse:
_Sabe o que é o perdi quando saia do baile!
Ah compreendi, perguntei:
_ Você então é a Cinderela, aquela que tem um sapatinho de cristal? Quando ele ficar velho dá ele pra mim?
Ela disse com ar de risos:
_Pode ficar afinal já vou ter encontrado meu príncipe mesmo, kkkk....
Que sem graça, mas tudo bem um sapatinho de cristal é sempre bom ter né, que sorte a minha! Eu vou ganhar um sapato de cristal!
_Bom moça, vou descer ali, é a casa da Bruxa Zigrifilda... Espero que o príncipe  e você seja muito felizes!
Ai que medo! Ao mesmo tempo gostoso e apavorante a casa da Zigrifilda! Tem caramelo, chocolate, hum... Eita, mas esperem ai, estou aqui pra fazer um favorzinho ao João e Maria, salvar eles de serem cozidos no caldeirão da bruxa.
Bato a porta:
_Toc...toc... Senhora Zigrifilda?
Uma risada medonha toma conta do cenário! Há há  há há...
Acho que vou ser cozida também, quem não tem medo da Bruxa!
Quando eu pegar aquela bruxa ela me  paga!
_Boa tarde dona Bruxa Zigrifilda!
_Boa tarde, estava terminando de fazer um baby  liss nos meus cabelos, o que devo a visita?
_Ora senhora Bruxa Zigrifilda, vim lhe trazer um presentinho.
_ Amo receber presentes. Disse a bruxa.
_Entre e fique a vontade!
Entreguei o presente, ela abriu e viu que era um ovo de ouro, puríssimo, ficou encantada com ele, e disse:
_ Nossa um presente desses como sabia que eu sempre quis ganhar um ovo desses?
_Eu adivinhei...
Ela respondeu:
_Pois bem presente aceito, irei acessar a internet, pois irei comprar uma viagem até Paris, com esse ouro todo poderei viajar o mundo inteiro.
_Pois vá senhora, vá!
Enquanto isso, ela fez as malas e deu no pé, esqueceu João e Maria na gaiola presos, vi as chaves e fui retirar eles de tal pesadelo e disse a eles:
_Amiguinhos sejam livres agora, voltem para casa e nunca saiam mais de perto de seu pai, e quando crescerem se tornem Caçadores de bruxas, João e Maria!
Voltei logo pra a escola onde trabalho e conto histórias, porque ficar no mundo das fantasias, dá um sono pois corri muito para realizar tamanha caridade, volto depois com outra história de contos, afinal elas sempre estarão no coração das crianças e eu também.
E quem quiser ouvir mais, peça mais um conto, pois quem conta um conto sempre inventa outro!

sábado, 25 de janeiro de 2014

Uma historinha docinha!

   Era uma vez muitas abelhinhas viviam num belo campo de milho, encontraram um lagartinha ali sozinha, ela tinha acabado de sair do casulo e não tinha amigos, então decidiram levar ela pra a casa das abelhinhas, mas como poderiam levantar tamanho peso se eram tão pequeninas?
   Se juntaram, segura daqui, levanta dali e subiram até o topo de uma árvore frondosa onde havia sua casinhas, com bloquinhos recheados de mel, chegaram pé por pé e a puseram no meio da sala.
   Mamãe abelha disse:
    _ Como irão esconder ela de seu pai Zangão?
   As abelhinhas assustadas e caridosas disseram:
   _ Não sei mamãe mas ela precisa de nosso carinho e cuidados senão irá morrer de fome!
   Então fique com ela, leve-a até o quarto de vocês, pois já esta na hora de anoitecer.
  Assim fizeram, anoiteceu e a lagartinha ali ficou, todos adormeceram felizes por terem ajudado a pequena lagartinha, em seguida o dia se espreguiçou e amanhaceu, quando as abelhinhas abriram os olhinhos encontraram tremenda bagunça, certamente a coisa iria ficar feia por ali, a lagartinha tinha muita fome e comeu os chinelos do papai Zangão, reviraram a cozinha de mamãe, é o jeito foi encarar que ali não era o lugar dela mesmo, que o lugar dela por mais sozinha que fosse ficar seria lá na plantação de milho e que mesmo ali elas poderiam se ver sempre. A levaram pra lá e ela ficou por lá, as abelhinhas choraram pois queriam muito ajudar e ter ela como irmã.
   Todos os dias a lagartinha brincava com as abelhinhas e comia muitas folhas de milho. Uma certa manhã chegaram as abelhinhas e virão que ali não se encontrava mais uma lagartinha e sim um casulo, fechado, se assustaram e pensaram que tinham perdido a amiga, mas não, os dias passaram, e elas visitavam sempre esse mesmo pé de milho onde estava o casulo, mas houve um momento que o sol brilhou mais forte e de lá de dentro surgiram asas brilhantes com cores azuis e rosadas, parecia uma decoração feito pintura, pintura de Deus nas asas de uma borboleta, foi preciso entender que as vezes é preciso nascer, passar por várias fases, crescer, se esconder num mundinho só nosso, pra depois amadurecer e mostrar pra os outros a beleza de nossas asas, dali a borboleta saiu voando, voltava sempre pra visitar as abelhinhas suas amigas eternas, mas poderia agora conhecer um mundo onde desconhecia. 
  Assim são os planos de Deus em nossas vidas, hoje podem estar num casulo, amanhã nas belas asas de uma borboleta vitoriosa. Metamorfose humana se assemelha a da borboleta.
 Autoria de Elaine A. Sousa, Escritora, professora, pedagoga, psicopedagoga clínica.

domingo, 21 de abril de 2013

Brincadear

Brincar é um ato de construção e de autoexpressão por meio
da criação e experimentação dos recursos disponíveis. O que
seria mais sério e fundamental para nós senão nos conhecermos
e nos construirmos como pessoas? Afinal, não é disso
que trata toda a ciência?
Porém, ninguém se constrói em processos solitários e sem
referências. Temos todos intensa necessidade de vínculo com
outras pessoas e da mediação delas. Procuramos nos outros
atitudes coerentes, firmes e sensíveis que nos ajudem a dar
base ao nosso próprio ser. Dentro de uma creche isso significa
o educador poder abrir mão da distância controladora e por
vezes mecânica, de ficar “arrumando” o grupo dentro de uma
ordem cega, para vestir-se de atitudes humanas mais próximas
da criança. Buscar um diálogo verbal e não verbal com o
grupo, sem lançar mão de um autoritarismo arcaico que nada
constrói, e conseguir aceitar a seriedade do brincar.
Dessa forma, mantemo-nos firmes na expressão gestual e
verbal da infância, que não perde a chance de guiar nossos
caminhos como educadores. Organizamos nossos fazeres
com base na observação atenta do brincar espontâneo das
crianças para, então, criar uma relação efetiva com a experiência
educativa e fortalecer a atitude e o planejamento dos
educadores. Um aprender fazendo junto com os alunos e estabelecendo
vínculos vivenciais para, em seguida, estruturar
as ampliações culturais, fundamentais na construção de conhecimento
das crianças. Assumimos, portanto, nosso papel
de aprendizes da infância como forma de não sucumbirmos à
tentação de nos tornarmos autoridades da informação, do saber
conceitual, e, assim, corrermos o risco de nos distanciarmos
daquilo que nos é mais caro: a infância em sua essência.
Nesse sentido os nossos eixos de trabalho têm sido:
1. Valorização da cultura lúdica dos participantes, estabelecendo
conexões com a importância das simplicidades
do brincar.
2. Validação e estímulo do brincar espontâneo no espaço
escolar.
3. Reflexões e prática sobre brinquedos não estruturados,
um importante recurso de autonomia e flexibilidade de ações.
4. Sensibilização sobre o brincar em espaços externos e sobre
a importância do corpo como fonte de experiência.
5. Valorização da natureza e dos quatro elementos como
organizadores de explorações e descobertas fundamentais
à autocompreensão.
6. Reorganização do tempo e do espaço do brincar como aliados
das expressões das crianças.
O tempo do brincar
Há que se dar chance às crianças de experimentarem
o mundo, mais ou menos como os cientistas fazem. Uma criança
é também um cientista, um antropólogo, um veterinário,
um artista, desde a hora em que se levanta até adormecer.
Acorda ávida por conhecer novas palavras, novas formas de
amassar uma folha de jornal, por investigar como o vento bate
nas folhas do jardim, como a tinta verde se mistura com a azul,
e assim por diante.
Caso a criança seja submetida a um rígido programa de diversificação
de atividades, ela corre o risco de intensificar suas
ansiedades e não alcançar um aprofundamento no que se propõe
a fazer. Mais ou menos como se um dia dissessem a um
cientista de laboratório que ele tem 20 minutos para testar um