quinta-feira, 9 de abril de 2015
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
Lá vai um conto escrito por mim! A história dos contos tudo junto e misturado
A história dos
contos tudo junto e misturado
Autora Elaine Aparecida de Sousa
Não era uma vez, eram muitas vezes, que eu vi, eu pude
ver com meus olhinhos misturados as historinhas. Alguém conhece aqui um ovo de
ouro? Encontrei um pelo caminho, acho que o gigante deixou cair lá de cima do
pé de feijão, quis dar esse ovo de ouro para a bruxa Zigrifilda aquela zarolha que queria comer os meninos naquela
história que tem uma casinha cheia de docinhos que deixa a gente cheinho e com
problemas de saúde quando comemos muito, dor de barriga, aiiiii, que horror! Talvez
assim ela deixe os menininhos irem embora. Fui até a floresta mágica, confesso
que senti um pouco de medo quando vi uma coruja que parou em frente a minha
cabeça e me deu bom dia, mas depois vi que era um bichinho inofensivo.
Prossegui, eita, esperem, quem são esses homenzinhos cantarolando, eu vou, eu
vou, pra casa agora eu vou, param pan pan, param pan pan, eu vou, eu vou, eita
vou me esconder afinal que aventura esse caminho até a casa da Bruxa
Zigrifilda, para salvar os menininhos levando o ovo de ouro que caiu do pé de
feijão, gigante distraído aquele, deve estar lelé da cabeça.
São sete homenzinhos, olha só que bonitinhos, você sabem
quem são? Acho que estão em outra história, haaaaaaa, já sei são os sete
anõezinhos companheiros da branquinha de neve aquela dorminhoca, com certeza já
é hora de voltar pra casa e eu estou
aqui querendo chegar até a casa da Bruxa. Acho que vou pedir carona a
alguém...Carona? Carona? Até que enfim vem uma carruagem em formato de abóbora
dirigida por ratos, peraiiiiiiiiiiiiiiiiiiii, ratos? Eu morro de medo de
ratos!!! Mas fazer o que tenho que prosseguir, vamos lá, perai, tem uma
princesa ali dentro, vou perguntar se posso sentar do lado dela:
_ Com licença, posso sentar, irei até a casa da Bruxa
Zigrifilda, e percebo que seu pé só tem um sapato, um só?
Fico sem jeito de perguntar, afinal perguntar algo que
não é de nossa conta fica chato, as pessoas acham ruim né?
Aiiiii, vou perguntar não aguento de ansiedade:
_Ow, moça, não é por nada não, mas porque calça somente
um sapato?
Ela disse:
_Sabe o que é o perdi quando saia do baile!
Ah compreendi, perguntei:
_ Você então é a Cinderela, aquela que tem um sapatinho
de cristal? Quando ele ficar velho dá ele pra mim?
Ela disse com ar de risos:
_Pode ficar afinal já vou ter encontrado meu príncipe
mesmo, kkkk....
Que sem graça, mas tudo bem um sapatinho de cristal é
sempre bom ter né, que sorte a minha! Eu vou ganhar um sapato de cristal!
_Bom moça, vou descer ali, é a casa da Bruxa
Zigrifilda... Espero que o príncipe e
você seja muito felizes!
Ai que medo! Ao mesmo tempo gostoso e apavorante a casa
da Zigrifilda! Tem caramelo, chocolate, hum... Eita, mas esperem ai, estou aqui
pra fazer um favorzinho ao João e Maria, salvar eles de serem cozidos no
caldeirão da bruxa.
Bato a porta:
_Toc...toc... Senhora Zigrifilda?
Uma risada medonha toma conta do cenário! Há há há há...
Acho que vou ser cozida também, quem não tem medo da
Bruxa!
Quando eu pegar aquela bruxa ela me paga!
_Boa tarde dona Bruxa Zigrifilda!
_Boa tarde, estava terminando de fazer um baby liss nos meus cabelos, o que devo a visita?
_Ora senhora Bruxa Zigrifilda, vim lhe trazer um
presentinho.
_ Amo receber presentes. Disse a bruxa.
_Entre e fique a vontade!
Entreguei o presente, ela abriu e viu que era um ovo de
ouro, puríssimo, ficou encantada com ele, e disse:
_ Nossa um presente desses como sabia que eu sempre quis
ganhar um ovo desses?
_Eu adivinhei...
Ela respondeu:
_Pois bem presente aceito, irei acessar a internet, pois
irei comprar uma viagem até Paris, com esse ouro todo poderei viajar o mundo
inteiro.
_Pois vá senhora, vá!
Enquanto isso, ela fez as malas e deu no pé, esqueceu
João e Maria na gaiola presos, vi as chaves e fui retirar eles de tal pesadelo
e disse a eles:
_Amiguinhos sejam livres agora, voltem para casa e nunca
saiam mais de perto de seu pai, e quando crescerem se tornem Caçadores de
bruxas, João e Maria!
Voltei logo pra a escola onde trabalho e conto histórias,
porque ficar no mundo das fantasias, dá um sono pois corri muito para realizar
tamanha caridade, volto depois com outra história de contos, afinal elas sempre
estarão no coração das crianças e eu também.
E quem quiser ouvir mais, peça mais um conto, pois quem
conta um conto sempre inventa outro!
sábado, 25 de janeiro de 2014
Uma historinha docinha!
Era uma vez muitas abelhinhas viviam num belo campo de milho, encontraram um lagartinha ali sozinha, ela tinha acabado de sair do casulo e não tinha amigos, então decidiram levar ela pra a casa das abelhinhas, mas como poderiam levantar tamanho peso se eram tão pequeninas?
Se juntaram, segura daqui, levanta dali e subiram até o topo de uma árvore frondosa onde havia sua casinhas, com bloquinhos recheados de mel, chegaram pé por pé e a puseram no meio da sala.
Mamãe abelha disse:
_ Como irão esconder ela de seu pai Zangão?
As abelhinhas assustadas e caridosas disseram:
_ Não sei mamãe mas ela precisa de nosso carinho e cuidados senão irá morrer de fome!
Então fique com ela, leve-a até o quarto de vocês, pois já esta na hora de anoitecer.
Assim fizeram, anoiteceu e a lagartinha ali ficou, todos adormeceram
felizes por terem ajudado a pequena lagartinha, em seguida o dia se
espreguiçou e amanhaceu, quando as abelhinhas abriram os olhinhos
encontraram tremenda bagunça, certamente a coisa iria ficar feia por
ali, a lagartinha tinha muita fome e comeu os chinelos do papai Zangão,
reviraram a cozinha de mamãe, é o jeito foi encarar que ali não era o
lugar dela mesmo, que o lugar dela por mais sozinha que fosse ficar
seria lá na plantação de milho e que mesmo ali elas poderiam se ver
sempre. A levaram pra lá e ela ficou por lá, as abelhinhas choraram pois
queriam muito ajudar e ter ela como irmã.
Todos os dias a lagartinha brincava com as abelhinhas e comia muitas folhas de milho. Uma certa manhã chegaram as abelhinhas e virão que ali não se
encontrava mais uma lagartinha e sim um casulo, fechado, se assustaram e
pensaram que tinham perdido a amiga, mas não, os dias passaram, e elas
visitavam sempre esse mesmo pé de milho onde estava o casulo, mas houve
um momento que o sol brilhou mais forte e de lá de dentro surgiram asas
brilhantes com cores azuis e rosadas, parecia uma decoração feito
pintura, pintura de Deus nas asas de uma borboleta, foi preciso entender
que as vezes é preciso nascer, passar por várias fases, crescer, se
esconder num mundinho só nosso, pra depois amadurecer e mostrar pra os
outros a beleza de nossas asas, dali a borboleta saiu voando, voltava
sempre pra visitar as abelhinhas suas amigas eternas, mas poderia agora
conhecer um mundo onde desconhecia.
Assim são os planos de Deus em nossas vidas, hoje podem estar num casulo, amanhã nas belas asas de uma borboleta vitoriosa. Metamorfose humana se assemelha a da borboleta.
Autoria de Elaine A. Sousa, Escritora, professora, pedagoga, psicopedagoga clínica.
domingo, 21 de abril de 2013
Brincadear
Brincar é um ato de construção e de autoexpressão por meio
da criação e experimentação dos recursos disponíveis. O que
seria mais sério e fundamental para nós senão nos conhecermos
e nos construirmos como pessoas? Afinal, não é disso
que trata toda a ciência?
Porém, ninguém se constrói em processos solitários e sem
referências. Temos todos intensa necessidade de vínculo com
outras pessoas e da mediação delas. Procuramos nos outros
atitudes coerentes, firmes e sensíveis que nos ajudem a dar
base ao nosso próprio ser. Dentro de uma creche isso significa
o educador poder abrir mão da distância controladora e por
vezes mecânica, de ficar “arrumando” o grupo dentro de uma
ordem cega, para vestir-se de atitudes humanas mais próximas
da criança. Buscar um diálogo verbal e não verbal com o
grupo, sem lançar mão de um autoritarismo arcaico que nada
constrói, e conseguir aceitar a seriedade do brincar.
Dessa forma, mantemo-nos firmes na expressão gestual e
verbal da infância, que não perde a chance de guiar nossos
caminhos como educadores. Organizamos nossos fazeres
com base na observação atenta do brincar espontâneo das
crianças para, então, criar uma relação efetiva com a experiência
educativa e fortalecer a atitude e o planejamento dos
educadores. Um aprender fazendo junto com os alunos e estabelecendo
vínculos vivenciais para, em seguida, estruturar
as ampliações culturais, fundamentais na construção de conhecimento
das crianças. Assumimos, portanto, nosso papel
de aprendizes da infância como forma de não sucumbirmos à
tentação de nos tornarmos autoridades da informação, do saber
conceitual, e, assim, corrermos o risco de nos distanciarmos
daquilo que nos é mais caro: a infância em sua essência.
Nesse sentido os nossos eixos de trabalho têm sido:
1. Valorização da cultura lúdica dos participantes, estabelecendo
conexões com a importância das simplicidades
do brincar.
2. Validação e estímulo do brincar espontâneo no espaço
escolar.
3. Reflexões e prática sobre brinquedos não estruturados,
um importante recurso de autonomia e flexibilidade de ações.
4. Sensibilização sobre o brincar em espaços externos e sobre
a importância do corpo como fonte de experiência.
5. Valorização da natureza e dos quatro elementos como
organizadores de explorações e descobertas fundamentais
à autocompreensão.
6. Reorganização do tempo e do espaço do brincar como aliados
das expressões das crianças.
O tempo do brincar
Há que se dar chance às crianças de experimentarem
o mundo, mais ou menos como os cientistas fazem. Uma criança
é também um cientista, um antropólogo, um veterinário,
um artista, desde a hora em que se levanta até adormecer.
Acorda ávida por conhecer novas palavras, novas formas de
amassar uma folha de jornal, por investigar como o vento bate
nas folhas do jardim, como a tinta verde se mistura com a azul,
e assim por diante.
Caso a criança seja submetida a um rígido programa de diversificação
de atividades, ela corre o risco de intensificar suas
ansiedades e não alcançar um aprofundamento no que se propõe
a fazer. Mais ou menos como se um dia dissessem a um
cientista de laboratório que ele tem 20 minutos para testar um
da criação e experimentação dos recursos disponíveis. O que
seria mais sério e fundamental para nós senão nos conhecermos
e nos construirmos como pessoas? Afinal, não é disso
que trata toda a ciência?
Porém, ninguém se constrói em processos solitários e sem
referências. Temos todos intensa necessidade de vínculo com
outras pessoas e da mediação delas. Procuramos nos outros
atitudes coerentes, firmes e sensíveis que nos ajudem a dar
base ao nosso próprio ser. Dentro de uma creche isso significa
o educador poder abrir mão da distância controladora e por
vezes mecânica, de ficar “arrumando” o grupo dentro de uma
ordem cega, para vestir-se de atitudes humanas mais próximas
da criança. Buscar um diálogo verbal e não verbal com o
grupo, sem lançar mão de um autoritarismo arcaico que nada
constrói, e conseguir aceitar a seriedade do brincar.
Dessa forma, mantemo-nos firmes na expressão gestual e
verbal da infância, que não perde a chance de guiar nossos
caminhos como educadores. Organizamos nossos fazeres
com base na observação atenta do brincar espontâneo das
crianças para, então, criar uma relação efetiva com a experiência
educativa e fortalecer a atitude e o planejamento dos
educadores. Um aprender fazendo junto com os alunos e estabelecendo
vínculos vivenciais para, em seguida, estruturar
as ampliações culturais, fundamentais na construção de conhecimento
das crianças. Assumimos, portanto, nosso papel
de aprendizes da infância como forma de não sucumbirmos à
tentação de nos tornarmos autoridades da informação, do saber
conceitual, e, assim, corrermos o risco de nos distanciarmos
daquilo que nos é mais caro: a infância em sua essência.
Nesse sentido os nossos eixos de trabalho têm sido:
1. Valorização da cultura lúdica dos participantes, estabelecendo
conexões com a importância das simplicidades
do brincar.
2. Validação e estímulo do brincar espontâneo no espaço
escolar.
3. Reflexões e prática sobre brinquedos não estruturados,
um importante recurso de autonomia e flexibilidade de ações.
4. Sensibilização sobre o brincar em espaços externos e sobre
a importância do corpo como fonte de experiência.
5. Valorização da natureza e dos quatro elementos como
organizadores de explorações e descobertas fundamentais
à autocompreensão.
6. Reorganização do tempo e do espaço do brincar como aliados
das expressões das crianças.
O tempo do brincar
Há que se dar chance às crianças de experimentarem
o mundo, mais ou menos como os cientistas fazem. Uma criança
é também um cientista, um antropólogo, um veterinário,
um artista, desde a hora em que se levanta até adormecer.
Acorda ávida por conhecer novas palavras, novas formas de
amassar uma folha de jornal, por investigar como o vento bate
nas folhas do jardim, como a tinta verde se mistura com a azul,
e assim por diante.
Caso a criança seja submetida a um rígido programa de diversificação
de atividades, ela corre o risco de intensificar suas
ansiedades e não alcançar um aprofundamento no que se propõe
a fazer. Mais ou menos como se um dia dissessem a um
cientista de laboratório que ele tem 20 minutos para testar um
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Jogos, saiba mais...
| JOGOS EMOCIONAIS E PSICOMOTORES | ||
| São jogos que dependem essencialmente de uma boa coordenação motora e equilíbrio emocional, alguns jogos tem a função de relaxamento. |
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Atenção
Há situações em que precisamos estar atentos, não espere para ter que remediar e sim previnir um fracasso na aprendizagem, o tema brincar e se desenvolver é algo a pensar, pois a criança que brinca se desenvolve e aprende de verdade, deveríamos dar mais espaço para que as crianças fantasiem, brinquem e expressem seus sentimentos.
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