sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Professores

Que anda feito
Beija-flor levando
Conhecimento e
Faz de seus alunos
O eterno acolhimento

Sabem a matemática
Onde se soma momentos
O português das palavras
Em doce acalento

Sabe distribuir amor
A quem está por perto
Enfeitando seu caminho
Jamais está sozinho

Obrigada por nos
Ensinar, pela vida andar
Cultivar bons momentos
Com vocês queremos estar

Parabéns professores
Com perfume de flor
enche nosso coração
Nessa comemoração

Não se esqueça de mim
que te ama em oração!

sábado, 7 de setembro de 2019

Poesia é vida!


Vida em camadas

                    Elaine Sousa

Segue seu sorriso
Vida em pomares
Não me acostumo
Viver sem cores

Cheiro de doce
Infância querida
O que dá mais prazer
Aos olhos da vida

Camadas coloridas
Doces lembranças vividas
Não despercebidas
As cores da vida

Bolo em fatias
Abraços em tiras
Saudades que tinha
Da professorinha.

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Mais uma poesia!


Homenagem ao Brasil

Em Terras verdejantes
Canta meu peito com amor
Agradecendo pela paz
Que transborda em fervor

O meu Brasil está bem aqui
Não é muito longe de mim
Está no abraço que apresento
Ou no meu acolhimento.

Somos os frutos da nação
Que acolhe seu irmão
Somos os brotos ardentes
De uma Terra crente.

Não se esqueça jamais
De que você é a diferença
No Brasil onde vivemos
Onde mora a Independência.

Elaine Sousa 16/08/12019

Ao Supervisor


Supervisor 

Aquele que dirige
O pedagógico da escola
Ama e reflete
O seu modo de trabalhar

Busca conhecimentos
Livros é o próprio alimento
Parece um beija-flor
Trazendo paz e amor

Brinca de contos de fada
Com suas mãos atarefadas
Com um sorriso encantador
Exala um perfume de flor

Nesse dia tão feliz
Nós vamos homenagear
Encher o coração
De agradecimento e paixão

Nunca permitas
Que em nossas vidas
Falte seu abraço
E que te possamos prender
Em nossos laços!

Elaine Aparecida de Sousa 15/08/2019

Poesia


A Independência em nós

Elaine Aparecida de Sousa

Onde está o Brasil?
Está dentro de nós!
Está no amor ao próximo
Está nos mais doces sorrisos.

O nosso Brasil tão rico
Tem vencido batalhas
Tem brotado esperança
Que haverá somente paz.

Mas se ergues os montes
De onde vem nosso olhar
Por uma nação talentosa
De crianças a cantar.

Espero meu Deus
Que guardem nosso coração
A Amazônia do Brasil
Que jamais esquecerão.

Das flores se faz amarelo
Dos ipês se colore o mapa
Enraizados em nosso peito
                                      Um Brasil singelo e querido.
                               A Independência está dentro de nós!

domingo, 24 de junho de 2018

Estudos da FUMEC


Aprendizagem

Alguns casos de dificuldades frente a uma tarefa de cunho intelectual parecem “dizer” de outra coisa, referindo-se às experiências subjetivas. Faça seu comentário no espaço reservado abaixo, considerando o texto lido e a teoria ali tratada. 

Às vezes, crianças e adultos podem apresentar dificuldades diante a uma causa inconsciente, inversa às dificuldades cognitivas conscientes e que podem marcar a vida escolar e profissional.  É preciso atenção aos problemas informados por crianças ou adultos que estejam relacionadas ao desempenho intelectual, pois com estas informações se fará o devido encaminhamento clínico.
A angústia e o desinteresse pela aprendizagem interferem na curiosidade do intelectual humano que fica restringido. O que ocorreu naquela infância, que trouxe conflitos entre o inconsciente e o consciente no momento da investigação infantil retorna em uma sensação de angústia e sentimentos variados, o sujeito não entende o porquê por ser de causa inconsciente.  Na sublimação a pulsão está livre e ali está presente uma saída e não um problema perante um exemplo como as artes e o trabalho intelectual.
Uma criança desmotivada pela aprendizagem deverá ser ouvida antes de ressarcir perdas pedagógicas, sendo sua avaliação sustentada pela coerência e prudência do ressarcimento de perdas pedagógicas antes ditas.
É importante destacar também os sujeitos que convivem com esta criança para trazer detalhes importantes e relevantes de sua trajetória escolar, pois a convivência trazida fortalece os vínculos para serem exercidos junto à prática e teoria aplicada.
A cobrança do desempenho na aprendizagem está sendo muito precoce e intenso à vida da criança que se sente atropelada no seu desenvolvimento cognitivo acorrentando a base estrutural de seus momentos internos e externos. Um caso a pensar para os educadores e governantes que põe em prática tantas demandas e se esquecem de que cada momento deve ser único na vida de uma criança, levando em consideração suas vivências e bagagens.
Um estudo de caso

Estudo de caso
Perante o texto, a agitação de V., na perspectiva  da análise do comportamento, é a interação entre o organismo e o ambiente, ou seja onde V. estudava, convivia e onde o organismo de V. sofria mudanças referentes ao ambiente.  No texto a professora faz um relato sobre a criança, ela mostra a sua insatisfação com a criança, ela mostra a sua insatisfação com a criança e a coloca como sendo o “ problema” na classe.
V. parece ter uma vida normal com os pais, fora da escola, mas quando está com a professora parece ter um condicionamento operante, é como se em todas as aulas ele tivesse a conseqüência do pensamento de que a professora não gostasse dele. A professora mostra-se para a mãe da criança uma resistência, a professora mostra estímulos discriminativos, ou seja, que este sentimento e pensamento e pensamento reforçado mais vezes.
O reforço é o estímulo que condiciona o comportamento operante que no caso é a criança que não se sente bem no ambiente e em relação à professora.
V. até poderia ter dificuldades de aprendizagem,  porém ele veio de uma escola onde o lúdico fazia parte do cotidiano e do ensino-aprendizagem em contexto.
 A escola atual comprometem o  histórico da criança escondendo e provocando estímulos aversivos em seu comportamento de acordo que, pois jamais explicitariam este assunto futuramente. A escola não entendia o por quê a criança não aprendia e nem brincava, mas nem a família, porém não havia um bom estímulo para a devida resposta e o condicionamento operante estará  sempre com esta criança que se lembrará de sua antiga escola como um ambiente prazeroso e da atual se comprometendo num reforço aversivo.
Foi proposto mudanças no comportamento da professora  onde talvez esta criança se sentiria inclusa na turma. Mas a professora não estava preparada para assumir a sala de aula. A criança insatisfeita com as condições da professora e a professora sem o mínimo de estímulos a oferecer.
V. estava se sentindo alvo de uma mudança no ambiente de toda a escola. Houve um trabalho com a professora e a psicóloga fazendo com que ele retomasse seu papel de gestor da turma. Começou então um diálogo de família, escola e a psicóloga. A professora por motivos pessoais não seguiu com o plano em conjunto e foi retirada da sala de aula. Logo veio uma luz, uma professora substitutiva que investigando a história deste aluno, fez deste ambiente um lugar propício para a ludicidade e afetividade entrar e renovar, estimular esta criança desmotivada e que agora estará cheio de estímulos e com motivação com reforço positivo, agora será uma adição de um estímulo  no ambiente deste aluno.
O aluno aí terá um reforçamento intrínseco onde seu comportamento será bem-sucedido e o estímulo reforçador foi a compreensão, são reforçadores intrínsecos, às conseqüências naturais, bastante poderoso que mantêm o comportamento e desenvolve a autonomia.
A teoria comportamental e seus fundamentos concebe a educação no contexto escolar. O mesmo aconteceria num ambiente hospitalar onde o psicopedagogo atuaria ao levar o conhecimento e atenção às crianças do hospital, lá cada um tem sua história e não se pode negligenciar seus histórico, porém elas necessitam de estímulos para aprenderem e melhorarem muitas vezes suas necessidades afetivas, pois o estímulo levaria elas  a um quadro de melhora, como a autêntica ludicidade no meio da convivência. O psicopedagogo somente terá respostas aos estímulos se ele também os tiver perante seu trabalho. Ambos com condicionamento operante e reforço intrínseco.
Ali não seria um reforçador incondicionado e sim condicionado, ele não está nos estados de privação como o incondicionado. A teoria comportamental é um fenômeno relacional no qual o organismo interage com o ambiente. O psicopedagogo usou uma contingência onde mudou o quadro das crianças atendidas para melhor ou seja o que o sujeito faz e aquilo que acontece no ambiente dele.
Um exemplo interessante de Modelagem, o aprendizado que se dá por si mesmo é o de uma criança que está na educação infantil, lá são oferecidos diversos recurso para que ela brinque, para que ela veja o alfabeto e demais, mas ninguém ensinou ela a ler, o caso é o de minha filha Lara que na época tinha 5 anos, eu mesma utilizei muitos estímulos em casa, a professora estimulava muito, mas ninguém a ensinava diretamente a ler, pois respeitávamos o tempo e as fases do desenvolvimento dela. Porém Lara leu com 5 anos, ela aprendeu por si mesmo, observando gravuras, dentro das atividades da escola, por conviver sempre com muito material de professor, pois sou professora, ela começou a ler muito cedo, por iniciativa dela, por tentativa e erro. Após isso hoje no primeiro ano, ela está na modelação e verbalmente governado quando aprende a letra cursiva vendo a professora fazer no quadro, com atividades  que ensinam a fazer a letra cursiva. Daqui pra frente ela estará usando a modelagem usando a tentativa e o erro, irá ver a professora e os colegas fazendo e se espelhará para fazer e sigará instruções como bem nas provas.
Já no controle do comportamento pela coerção , nas suas duas formas de controle comportamental, existe o por reforçamento positivo e o controle pela coerção. O reforçamento é o comportamento no futuro daquilo que o sujeito faz no seu ambiente( Contigência).
O reforço negativo é por exemplo quando o aluno faz  o dever de casa para se livrar dele. No reforço negativo ocorrem dois comportamentos elementares o de fuga e a esquiva  ou evitação, por exemplo qualquer um comportamento que seja eficaz em retirar do ambiente um estímulo aversivo, como exemplo mentir. Ou seja para não se dar mal em casa o aluno mente sobre seu comportamento na sala de aula para seus pais, mas daí na escola quando os próprios pais irão ver seus resultados vem a punição que ensina o indivíduo o que não fazer, ou seja a não se comportar desta maneira, ai diminuirá de ocorrência porque produziu uma conseqüência. A punição pode ser positiva quando é adicionado no ambiente um estímulo aversivo, ou seja este aluno não mentirá novamente pois foi adicionado no ambiente o incentivo a ser um bom exemplo na classe, na sociedade, o quanto é bom ser um aluno exemplo.

Modelagem


Um exemplo interessante de Modelagem, o aprendizado que se dá por si mesmo é o de uma criança que está na educação infantil, lá são oferecidos diversos recurso para que ela brinque, para que ela veja o alfabeto e demais, mas ninguém ensinou ela a ler, o caso é o de minha filha Lara que na época tinha 5 anos, eu mesma utilizei muitos estímulos em casa, a professora estimulava muito, mas ninguém a ensinava diretamente a ler, pois respeitávamos o tempo e as fases do desenvolvimento dela. Porém Lara leu com 5 anos, ela aprendeu por si mesmo, observando gravuras, dentro das atividades da escola, por conviver sempre com muito material de professor, pois sou professora, ela começou a ler muito cedo, por iniciativa dela, por tentativa e erro. Após isso hoje no primeiro ano, ela está na modelação e verbalmente governado quando aprende a letra cursiva vendo a professora fazer no quadro, com atividades  que ensinam a fazer a letra cursiva. Daqui pra frente ela estará usando a modelagem usando a tentativa e o erro, irá ver a professora e os colegas fazendo e se espelhará para fazer e sigará instruções como bem nas provas.
Já no controle do comportamento pela coerção , nas suas duas formas de controle comportamental, existe o por reforçamento positivo e o controle pela coerção. O reforçamento é o comportamento no futuro daquilo que o sujeito faz no seu ambiente( Contigência).
O reforço negativo é por exemplo quando o aluno faz  o dever de casa para se livrar dele. No reforço negativo ocorrem dois comportamentos elementares o de fuga e a esquiva  ou evitação, por exemplo qualquer um comportamento que seja eficaz em retirar do ambiente um estímulo aversivo, como exemplo mentir. Ou seja para não se dar mal em casa o aluno mente sobre seu comportamento na sala de aula para seus pais, mas daí na escola quando os próprios pais irão ver seus resultados vem a punição que ensina o indivíduo o que não fazer, ou seja a não se comportar desta maneira, ai diminuirá de ocorrência porque produziu uma conseqüência. A punição pode ser positiva quando é adicionado no ambiente um estímulo aversivo, ou seja este aluno não mentirá novamente pois foi adicionado no ambiente o incentivo a ser um bom exemplo na classe, na sociedade, o quanto é bom ser um aluno exemplo. Seria uma punição negativa se removesse um estímulo reforçador positivo e ele fosse preciso ser punido por mentir, ele iria ter que ficar após as aulas fazendo outras atividades por seu mal comportamento. É possível aprender a fugir ou esquivar por modelação, vendo isso em seus colegas, ele observa  um outro indivíduo e vê que é possível fugir ou evitar a punição e aprender com a conseqüência de sua própria ação.
As maquinas de ensinar manteriam os alunos motivados na aprendizagem, trabalhariam com mínimo de erros, respeitaria o ritmo de aprendizagem de cada aluno, o ambiente escolar deixaria de ser desmotivante e passaria ser um lugar de aprendizagem tanto para os alunos quanto para os professores.
Psicopedagogia atuante




A perspectiva analítica e suas dimensões que permeiam a psicopedagogia atuante
Dentro da perspectiva analítica a primeira dimensão observada dentro do vídeo foi “A escola como espaço sócio-cultural”, ela aborda uma diversidade cultural onde não somente as crianças são influenciadas, mas a comunidade também. A cultura está  meio a todos e rompe barreiras sociais. É possível que uma criança aprenda em diversos ambientes, No módulo 6, pág. 2 Dayrell (1996) diz que a escola sendo um espaço sócio-cultural, unifica e delimita a ação dos sujeitos. É uma rede de relações sociais.
A segunda dimensão observada é o direito à educação de qualidade, à aprendizagem e à permanência na escola, evidenciando o papel da psicopedagogia, como mostra no módulo 6, na pág. 7 e a importância da formação do sujeito, a educação como ação social, e o ensino como interação social. Um dos objetivos é de superar a desigualdade social. No módulo 7, diz que a sala de aula é o lugar da diversidade, é um espaço sócio-cultural, um lugar de experiência pedagógica.
A perspectiva analítica tem como demanda, a superação das desigualdades sociais e também o respeito às diferenças.


Viver a infância

De acordo com a obra Os direitos da criança

(ÁTICA, 1990),
infelizmente, porém, mais de trinta anos
depois de assinada a declaração, ainda nascem
todos os dias crianças que jamais poderão desfrutar
desses direitos, crianças que crescem
abandonadas ou têm de viver longe da família:
que são pobres e não podem se alimentar bem;
que não têm chance de se desenvolver, frequentando
escola; que precisam ajudar no sustento
da casa e não podem ao menos brincar...
(ÁTICA, 1990, p. 3).
A partir daí em vários países, e particularmente
no Brasil, surgiram outros documentos
que procuraram garantir à infância alguns
direitos. Dentre eles podemos citar a Constituição
Federal, de 1988, que em seu art. 227
estabelece:
É dever da família, da sociedade e do Estado
1 Há de se considerar que da data de assinatura da Declaração
dos Direitos da Criança até hoje já se passaram
quase 50 anos.
assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta
prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação,
à educação, ao lazer, à profissionalização,
à cultura, à dignidade, ao respeito, à
liberdade e à convivência familiar e comunitária,
além de colocá-los a salvo de toda forma de
negligência, discriminação, exploração, violência,
crueldade e opressão.
Posteriormente essa questão foi reforçada
ainda mais com a Lei 8069, de 13 de julho de
1990, denominada Estatuto da Criança e do
Adolescente, que, no Título I, arts. 3.o e 4.o,
dispõe:
Art. 3.o A criança e o adolescente gozam de
todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa
humana, sem prejuízo da proteção integral
de que trata esta Lei, assegurando-se-lhes, por
lei ou por outros meios, todas as oportunidades
e facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvimento
físico, mental, moral, espiritual e
social, em condições de liberdade e dignidade.
Art. 4.o É dever da família, da comunidade,
da sociedade em geral e do Poder Público assegurar,
com absoluta prioridade, a efetivação
dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação,
à educação, ao esporte, ao lazer, à
profissionalização, à cultura, à dignidade, ao
respeito, à liberdade e à convivência familiar e
comunitária.
Acrescenta, ainda, no Capítulo II :
Art. 16.o O direito à liberdade compreende
os seguintes aspectos:
I - ir, vir e estar nos logradouros públicos e
espaços comunitários, ressalvadas as condições
legais;
II - opinião e expressão;
III - crença e culto religioso;
IV - brincar2, praticar esportes e divertir-se;
V - participar da vida familiar e comunitária,
sem discriminação;
VI - participar da vida política na forma da lei;
VII - buscar refúgio, auxílio e alimentação.
2 Grifo nosso.
Portanto, viver a infância é direito de todas
as crianças, e a infância é entendida como condição
indispensável para que as crianças exerçam
uma cidadania consciente e refletida, que
possa servir de base para um mundo melhor. A
criança passou a adquirir, entre outras coisas, o
direito de brincar, de modo que se possa assegurar
o seu desenvolvimento.
O avanço legal, infelizmente, ainda não
se consolidou na prática, e o financiamento
das ações públicas para que os documentos se
transformem em realidade e os princípios sejam
observados ainda está longe de ser efetivado.
Hoje é preciso pensar na infância como algo
dinâmico, que se constrói continuamente dentro
de um contexto socioeconômico e político e
que deve ser objeto de políticas públicas sérias
e adequadas à realidade, não podendo mais
partir de educação compensatória.
É dentro desse contexto e visão de infância
que se insere este trabalho.

Brincar se aprende brincando.

Brincar se aprende brincando, e é brincando que se dá sentido

às descobertas e que se busca a autorrealização.
O trabalho de formação de educadores dos Centros de Educação
Infantil em Heliópolis, na Grande São Paulo, organizado
pelo Instituto Sidarta em parceria com a marca OMO, acredita
que essa premissa não se esgota na infância. Dessa forma, leva
esse conceito para quem está à frente da atividade com as
crianças: diretores, coordenadores, educadores e equipe de
apoio (cozinheiras e pessoal da limpeza) de 10 CEIs (Centros de
Educação Infantil) em Heliópolis1. Ao todo são 220 adultos dispostos
a discutir e trocar propostas, além de vivenciar um encontro
com o brincar e a aprendizagem pela experiência.
Esse projeto iniciou-se em 2008 com a entrega de Parques
de Brinquedos aos CEIs então administrados pela Unas (União
de Núcleos, Associações e Sociedades dos Moradores de Heliópolis
e São João Clímaco) e com o cuidado de não se esgotar
na doação desse mobiliário, mas alcançar o principal recurso
das instituições: as pessoas que as compõem.
O vivido que sobrevive
O foco central é o brincar, e a opção é por firmar-se nas espontaneidades
que as crianças criam para uma descoberta de
si mesmas. Um caminho para acreditarmos mais e mais que o
brincar é regado de sentidos e construções suficientemente
significativas, de modo a podermos, sem medo, deixar que as
crianças brinquem sossegadas.
Como então atuar no papel de educador dessas crianças?
O Projeto Brincar em Heliópolis sensibiliza o educador partindo
do seu fazer e da sua vivência, em um percurso de busca
de sentido e autorrealização, priorizando e fortalecendo o indivíduo
em detrimento da instituição – um processo dinâmico e
revelador de um potencial único e particular de cada um dos
participantes, que, reunidos em grupos, constroem estruturas
sólidas carregadas de sentido.
Mais do que preencher lacunas de conhecimentos e informações
específicas sobre educação e desenvolvimento infantil,
priorizou-se a experiência vivencial, que dialoga com o corpo
e com gestos já conhecidos, para assim abrir-se e expor-se
ao vínculo primordial com a criança: o brincar.
Ou como bem nos diz Guimarães Rosa: “Somente o verdadeiramente
vivido sobrevive”.
Um ato de construção
Um convite ao “fazer junto” – ousando e arriscando-se na
construção conjunta de descobertas e saberes – e ao expor-
-se, como alternativa a conduzir ações autoritárias, restritivas
ou impostas em prol de fundamentos metodológicos esvaziados
de sentido. O que não significa afastar-se do papel do
educador, que reconhece a construção de conhecimento da
criança, entende e valoriza as características culturais de
cada realidade, está integrado às novas perspectivas educacionais
e cria mecanismos autônomos de estratégias e ações
que potencializam e ampliam o fazer dela.
Esse projeto visa abrir o canal da livre expressão da infância
acolhendo e respeitando suas tentativas, iniciativas e desejos.
Não se trata de um espontaneísmo ingênuo no qual vigora
o afastamento do educador para dar espaço ao laissez faire, ao
fazer por fazer, como se fosse suficiente conceder às crianças
a oportunidade de brincarem livres, acreditando que, como num
passe de mágica, todas as necessidades delas seriam supridas.