quinta-feira, 28 de maio de 2020
sexta-feira, 25 de outubro de 2019
Professores
Que anda feito
Beija-flor levando
Conhecimento e
Faz de seus alunos
O eterno acolhimento
Sabem a matemática
Onde se soma momentos
O português das palavras
Em doce acalento
Sabe distribuir amor
A quem está por perto
Enfeitando seu caminho
Jamais está sozinho
Obrigada por nos
Ensinar, pela vida andar
Cultivar bons momentos
Com vocês queremos estar
Parabéns professores
Com perfume de flor
enche nosso coração
Nessa comemoração
Não se esqueça de mim
que te ama em oração!
Beija-flor levando
Conhecimento e
Faz de seus alunos
O eterno acolhimento
Sabem a matemática
Onde se soma momentos
O português das palavras
Em doce acalento
Sabe distribuir amor
A quem está por perto
Enfeitando seu caminho
Jamais está sozinho
Obrigada por nos
Ensinar, pela vida andar
Cultivar bons momentos
Com vocês queremos estar
Parabéns professores
Com perfume de flor
enche nosso coração
Nessa comemoração
Não se esqueça de mim
que te ama em oração!
sábado, 7 de setembro de 2019
Poesia é vida!
Vida em camadas
Elaine Sousa
Segue seu
sorriso
Vida em
pomares
Não me
acostumo
Viver sem
cores
Cheiro de
doce
Infância
querida
O que dá
mais prazer
Aos olhos da
vida
Camadas
coloridas
Doces
lembranças vividas
Não
despercebidas
As cores da
vida
Bolo em
fatias
Abraços em
tiras
Saudades que
tinha
Da
professorinha.
quinta-feira, 5 de setembro de 2019
Mais uma poesia!
Homenagem ao
Brasil
Em Terras
verdejantes
Canta meu
peito com amor
Agradecendo
pela paz
Que
transborda em fervor
O meu Brasil
está bem aqui
Não é muito
longe de mim
Está no
abraço que apresento
Ou no meu
acolhimento.
Somos os
frutos da nação
Que acolhe
seu irmão
Somos os
brotos ardentes
De uma Terra
crente.
Não se
esqueça jamais
De que você
é a diferença
No Brasil
onde vivemos
Onde mora a
Independência.
Elaine Sousa
16/08/12019
Ao Supervisor
Supervisor
Aquele que
dirige
O pedagógico
da escola
Ama e
reflete
O seu modo
de trabalhar
Busca
conhecimentos
Livros é o
próprio alimento
Parece um
beija-flor
Trazendo paz
e amor
Brinca de
contos de fada
Com suas
mãos atarefadas
Com um
sorriso encantador
Exala um
perfume de flor
Nesse dia
tão feliz
Nós vamos
homenagear
Encher o
coração
De
agradecimento e paixão
Nunca
permitas
Que em
nossas vidas
Falte seu
abraço
E que te
possamos prender
Em nossos
laços!
Elaine
Aparecida de Sousa 15/08/2019
Poesia
A
Independência em nós
Elaine Aparecida de Sousa
Elaine Aparecida de Sousa
Onde
está o Brasil?
Está
dentro de nós!
Está
no amor ao próximo
Está
nos mais doces sorrisos.
O
nosso Brasil tão rico
Tem
vencido batalhas
Tem
brotado esperança
Que
haverá somente paz.
Mas
se ergues os montes
De
onde vem nosso olhar
Por
uma nação talentosa
De
crianças a cantar.
Espero
meu Deus
Que
guardem nosso coração
A
Amazônia do Brasil
Que
jamais esquecerão.
Das
flores se faz amarelo
Dos
ipês se colore o mapa
Enraizados
em nosso peito
Um Brasil
singelo e querido.
A Independência está dentro de nós!
domingo, 24 de junho de 2018
Estudos da FUMEC
Aprendizagem
Alguns casos de dificuldades frente a
uma tarefa de cunho intelectual parecem “dizer” de outra coisa, referindo-se às
experiências subjetivas. Faça seu comentário no espaço reservado abaixo,
considerando o texto lido e a teoria ali tratada.
Às vezes, crianças
e adultos podem apresentar dificuldades diante a uma causa inconsciente,
inversa às dificuldades cognitivas conscientes e que podem marcar a vida
escolar e profissional. É preciso atenção aos problemas informados
por crianças ou adultos que estejam relacionadas ao desempenho intelectual,
pois com estas informações se fará o devido encaminhamento clínico.
A angústia e o
desinteresse pela aprendizagem interferem na curiosidade do intelectual humano
que fica restringido. O que ocorreu naquela infância, que trouxe conflitos
entre o inconsciente e o consciente no momento da investigação infantil retorna
em uma sensação de angústia e sentimentos variados, o sujeito não entende o
porquê por ser de causa inconsciente. Na sublimação a pulsão está
livre e ali está presente uma saída e não um problema perante um exemplo como
as artes e o trabalho intelectual.
Uma criança
desmotivada pela aprendizagem deverá ser ouvida antes de ressarcir perdas
pedagógicas, sendo sua avaliação sustentada pela coerência e prudência do
ressarcimento de perdas pedagógicas antes ditas.
É importante
destacar também os sujeitos que convivem com esta criança para trazer detalhes
importantes e relevantes de sua trajetória escolar, pois a convivência trazida
fortalece os vínculos para serem exercidos junto à prática e teoria aplicada.
A cobrança do
desempenho na aprendizagem está sendo muito precoce e intenso à vida da criança
que se sente atropelada no seu desenvolvimento cognitivo acorrentando a base
estrutural de seus momentos internos e externos. Um caso a pensar para os
educadores e governantes que põe em prática tantas demandas e se esquecem de
que cada momento deve ser único na vida de uma criança, levando em consideração
suas vivências e bagagens.
Um estudo de caso
Estudo de caso
Perante o texto, a agitação de V., na
perspectiva da análise do comportamento, é a interação entre o
organismo e o ambiente, ou seja onde V. estudava, convivia e onde o organismo
de V. sofria mudanças referentes ao ambiente. No texto a professora
faz um relato sobre a criança, ela mostra a sua insatisfação com a criança, ela
mostra a sua insatisfação com a criança e a coloca como sendo o “ problema” na
classe.
V. parece ter uma vida normal com os
pais, fora da escola, mas quando está com a professora parece ter um
condicionamento operante, é como se em todas as aulas ele tivesse a
conseqüência do pensamento de que a professora não gostasse dele. A professora
mostra-se para a mãe da criança uma resistência, a professora mostra estímulos
discriminativos, ou seja, que este sentimento e pensamento e pensamento
reforçado mais vezes.
O reforço é o estímulo que condiciona
o comportamento operante que no caso é a criança que não se sente bem no
ambiente e em relação à professora.
V. até poderia ter dificuldades de
aprendizagem, porém ele veio de uma escola onde o lúdico fazia parte
do cotidiano e do ensino-aprendizagem em contexto.
A escola atual comprometem
o histórico da criança escondendo e provocando estímulos aversivos
em seu comportamento de acordo que, pois jamais explicitariam este assunto
futuramente. A escola não entendia o por quê a criança não aprendia e nem
brincava, mas nem a família, porém não havia um bom estímulo para a devida
resposta e o condicionamento operante estará sempre com esta criança
que se lembrará de sua antiga escola como um ambiente prazeroso e da atual se
comprometendo num reforço aversivo.
Foi proposto mudanças no
comportamento da professora onde talvez esta criança se sentiria
inclusa na turma. Mas a professora não estava preparada para assumir a sala de
aula. A criança insatisfeita com as condições da professora e a professora sem
o mínimo de estímulos a oferecer.
V. estava se sentindo alvo de uma
mudança no ambiente de toda a escola. Houve um trabalho com a professora e a
psicóloga fazendo com que ele retomasse seu papel de gestor da turma. Começou
então um diálogo de família, escola e a psicóloga. A professora por motivos
pessoais não seguiu com o plano em conjunto e foi retirada da sala de aula.
Logo veio uma luz, uma professora substitutiva que investigando a história
deste aluno, fez deste ambiente um lugar propício para a ludicidade e
afetividade entrar e renovar, estimular esta criança desmotivada e que agora
estará cheio de estímulos e com motivação com reforço positivo, agora será uma
adição de um estímulo no ambiente deste aluno.
O aluno aí terá um reforçamento
intrínseco onde seu comportamento será bem-sucedido e o estímulo reforçador foi
a compreensão, são reforçadores intrínsecos, às conseqüências naturais,
bastante poderoso que mantêm o comportamento e desenvolve a autonomia.
A teoria comportamental e seus
fundamentos concebe a educação no contexto escolar. O mesmo aconteceria num
ambiente hospitalar onde o psicopedagogo atuaria ao levar o conhecimento e atenção
às crianças do hospital, lá cada um tem sua história e não se pode negligenciar
seus histórico, porém elas necessitam de estímulos para aprenderem e melhorarem
muitas vezes suas necessidades afetivas, pois o estímulo levaria
elas a um quadro de melhora, como a autêntica ludicidade no meio da
convivência. O psicopedagogo somente terá respostas aos estímulos se ele também
os tiver perante seu trabalho. Ambos com condicionamento operante e reforço
intrínseco.
Ali não seria um reforçador
incondicionado e sim condicionado, ele não está nos estados de privação como o
incondicionado. A teoria comportamental é um fenômeno relacional no qual o
organismo interage com o ambiente. O psicopedagogo usou uma contingência onde
mudou o quadro das crianças atendidas para melhor ou seja o que o sujeito faz e
aquilo que acontece no ambiente dele.
Um exemplo interessante de Modelagem,
o aprendizado que se dá por si mesmo é o de uma criança que está na educação
infantil, lá são oferecidos diversos recurso para que ela brinque, para que ela
veja o alfabeto e demais, mas ninguém ensinou ela a ler, o caso é o de minha
filha Lara que na época tinha 5 anos, eu mesma utilizei muitos estímulos em
casa, a professora estimulava muito, mas ninguém a ensinava diretamente a ler,
pois respeitávamos o tempo e as fases do desenvolvimento dela. Porém Lara leu
com 5 anos, ela aprendeu por si mesmo, observando gravuras, dentro das
atividades da escola, por conviver sempre com muito material de professor, pois
sou professora, ela começou a ler muito cedo, por iniciativa dela, por
tentativa e erro. Após isso hoje no primeiro ano, ela está na modelação e
verbalmente governado quando aprende a letra cursiva vendo a professora fazer
no quadro, com atividades que ensinam a fazer a letra cursiva. Daqui
pra frente ela estará usando a modelagem usando a tentativa e o erro, irá ver a
professora e os colegas fazendo e se espelhará para fazer e sigará instruções
como bem nas provas.
Já no controle do comportamento pela
coerção , nas suas duas formas de controle comportamental, existe o por
reforçamento positivo e o controle pela coerção. O reforçamento é o
comportamento no futuro daquilo que o sujeito faz no seu ambiente(
Contigência).
O reforço negativo é por exemplo
quando o aluno faz o dever de casa para se livrar dele. No reforço
negativo ocorrem dois comportamentos elementares o de fuga e a
esquiva ou evitação, por exemplo qualquer um comportamento que seja
eficaz em retirar do ambiente um estímulo aversivo, como exemplo mentir. Ou
seja para não se dar mal em casa o aluno mente sobre seu comportamento na sala
de aula para seus pais, mas daí na escola quando os próprios pais irão ver seus
resultados vem a punição que ensina o indivíduo o que não fazer, ou seja a não
se comportar desta maneira, ai diminuirá de ocorrência porque produziu uma
conseqüência. A punição pode ser positiva quando é adicionado no ambiente um
estímulo aversivo, ou seja este aluno não mentirá novamente pois foi adicionado
no ambiente o incentivo a ser um bom exemplo na classe, na sociedade, o quanto
é bom ser um aluno exemplo.
Modelagem
Um exemplo interessante de Modelagem,
o aprendizado que se dá por si mesmo é o de uma criança que está na educação
infantil, lá são oferecidos diversos recurso para que ela brinque, para que ela
veja o alfabeto e demais, mas ninguém ensinou ela a ler, o caso é o de minha
filha Lara que na época tinha 5 anos, eu mesma utilizei muitos estímulos em
casa, a professora estimulava muito, mas ninguém a ensinava diretamente a ler,
pois respeitávamos o tempo e as fases do desenvolvimento dela. Porém Lara leu
com 5 anos, ela aprendeu por si mesmo, observando gravuras, dentro das
atividades da escola, por conviver sempre com muito material de professor, pois
sou professora, ela começou a ler muito cedo, por iniciativa dela, por
tentativa e erro. Após isso hoje no primeiro ano, ela está na modelação e
verbalmente governado quando aprende a letra cursiva vendo a professora fazer
no quadro, com atividades que ensinam a fazer a letra cursiva. Daqui
pra frente ela estará usando a modelagem usando a tentativa e o erro, irá ver a
professora e os colegas fazendo e se espelhará para fazer e sigará instruções
como bem nas provas.
Já no controle do comportamento pela
coerção , nas suas duas formas de controle comportamental, existe o por
reforçamento positivo e o controle pela coerção. O reforçamento é o
comportamento no futuro daquilo que o sujeito faz no seu ambiente(
Contigência).
O reforço negativo é por exemplo
quando o aluno faz o dever de casa para se livrar dele. No reforço
negativo ocorrem dois comportamentos elementares o de fuga e a
esquiva ou evitação, por exemplo qualquer um comportamento que seja
eficaz em retirar do ambiente um estímulo aversivo, como exemplo mentir. Ou
seja para não se dar mal em casa o aluno mente sobre seu comportamento na sala
de aula para seus pais, mas daí na escola quando os próprios pais irão ver seus
resultados vem a punição que ensina o indivíduo o que não fazer, ou seja a não
se comportar desta maneira, ai diminuirá de ocorrência porque produziu uma
conseqüência. A punição pode ser positiva quando é adicionado no ambiente um
estímulo aversivo, ou seja este aluno não mentirá novamente pois foi adicionado
no ambiente o incentivo a ser um bom exemplo na classe, na sociedade, o quanto
é bom ser um aluno exemplo. Seria uma punição negativa se removesse um estímulo
reforçador positivo e ele fosse preciso ser punido por mentir, ele iria ter que
ficar após as aulas fazendo outras atividades por seu mal comportamento. É
possível aprender a fugir ou esquivar por modelação, vendo isso em seus
colegas, ele observa um outro indivíduo e vê que é possível fugir ou
evitar a punição e aprender com a conseqüência de sua própria ação.
As maquinas de ensinar manteriam os
alunos motivados na aprendizagem, trabalhariam com mínimo de erros, respeitaria
o ritmo de aprendizagem de cada aluno, o ambiente escolar deixaria de ser
desmotivante e passaria ser um lugar de aprendizagem tanto para os alunos
quanto para os professores.
Psicopedagogia atuante
A
perspectiva analítica e suas dimensões que permeiam a psicopedagogia atuante
Dentro da
perspectiva analítica a primeira dimensão observada dentro do vídeo foi “A
escola como espaço sócio-cultural”, ela aborda uma diversidade cultural onde
não somente as crianças são influenciadas, mas a comunidade também. A cultura
está meio a todos e rompe barreiras sociais. É possível que uma
criança aprenda em diversos ambientes, No módulo 6, pág. 2 Dayrell (1996) diz
que a escola sendo um espaço sócio-cultural, unifica e delimita a ação dos
sujeitos. É uma rede de relações sociais.
A segunda dimensão
observada é o direito à educação de qualidade, à aprendizagem e à permanência
na escola, evidenciando o papel da psicopedagogia, como mostra no módulo 6, na
pág. 7 e a importância da formação do sujeito, a educação como ação social, e o
ensino como interação social. Um dos objetivos é de superar a desigualdade
social. No módulo 7, diz que a sala de aula é o lugar da diversidade, é um
espaço sócio-cultural, um lugar de experiência pedagógica.
A perspectiva
analítica tem como demanda, a superação das desigualdades sociais e também o
respeito às diferenças.
Viver a infância
De acordo com a obra Os direitos da
criança
(ÁTICA, 1990),
infelizmente, porém, mais de trinta anos
depois de assinada a declaração, ainda nascem
todos os dias crianças que jamais poderão desfrutar
desses direitos, crianças que crescem
abandonadas ou têm de viver longe da família:
que são pobres e não podem se alimentar bem;
que não têm chance de se desenvolver, frequentando
escola; que precisam ajudar no sustento
da casa e não podem ao menos brincar...
(ÁTICA, 1990, p. 3).
A partir daí em vários países, e particularmente
no Brasil, surgiram outros documentos
que procuraram garantir à infância alguns
direitos. Dentre eles podemos citar a Constituição
Federal, de 1988, que em seu art. 227
estabelece:
É dever da família, da sociedade e do Estado
1 Há de se considerar que da data de assinatura da Declaração
dos Direitos da Criança até hoje já se passaram
quase 50 anos.
assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta
prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação,
à educação, ao lazer, à profissionalização,
à cultura, à dignidade, ao respeito, à
liberdade e à convivência familiar e comunitária,
além de colocá-los a salvo de toda forma de
negligência, discriminação, exploração, violência,
crueldade e opressão.
Posteriormente essa questão foi reforçada
ainda mais com a Lei 8069, de 13 de julho de
1990, denominada Estatuto da Criança e do
Adolescente, que, no Título I, arts. 3.o e 4.o,
dispõe:
Art. 3.o A criança e o adolescente gozam de
todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa
humana, sem prejuízo da proteção integral
de que trata esta Lei, assegurando-se-lhes, por
lei ou por outros meios, todas as oportunidades
e facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvimento
físico, mental, moral, espiritual e
social, em condições de liberdade e dignidade.
Art. 4.o É dever da família, da comunidade,
da sociedade em geral e do Poder Público assegurar,
com absoluta prioridade, a efetivação
dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação,
à educação, ao esporte, ao lazer, à
profissionalização, à cultura, à dignidade, ao
respeito, à liberdade e à convivência familiar e
comunitária.
Acrescenta, ainda, no Capítulo II :
Art. 16.o O direito à liberdade compreende
os seguintes aspectos:
I - ir, vir e estar nos logradouros públicos e
espaços comunitários, ressalvadas as condições
legais;
II - opinião e expressão;
III - crença e culto religioso;
IV - brincar2, praticar esportes e divertir-se;
V - participar da vida familiar e comunitária,
sem discriminação;
VI - participar da vida política na forma da lei;
VII - buscar refúgio, auxílio e alimentação.
2 Grifo nosso.
Portanto, viver a infância é direito de todas
as crianças, e a infância é entendida como condição
indispensável para que as crianças exerçam
uma cidadania consciente e refletida, que
possa servir de base para um mundo melhor. A
criança passou a adquirir, entre outras coisas, o
direito de brincar, de modo que se possa assegurar
o seu desenvolvimento.
O avanço legal, infelizmente, ainda não
se consolidou na prática, e o financiamento
das ações públicas para que os documentos se
transformem em realidade e os princípios sejam
observados ainda está longe de ser efetivado.
Hoje é preciso pensar na infância como algo
dinâmico, que se constrói continuamente dentro
de um contexto socioeconômico e político e
que deve ser objeto de políticas públicas sérias
e adequadas à realidade, não podendo mais
partir de educação compensatória.
É dentro desse contexto e visão de infância
que se insere este trabalho.
Brincar se aprende brincando.
Brincar se aprende brincando, e é
brincando que se dá sentido
às descobertas e que se busca a autorrealização.
O trabalho de formação de educadores dos Centros de Educação
Infantil em Heliópolis, na Grande São Paulo, organizado
pelo Instituto Sidarta em parceria com a marca OMO, acredita
que essa premissa não se esgota na infância. Dessa forma, leva
esse conceito para quem está à frente da atividade com as
crianças: diretores, coordenadores, educadores e equipe de
apoio (cozinheiras e pessoal da limpeza) de 10 CEIs (Centros de
Educação Infantil) em Heliópolis1. Ao todo são 220 adultos dispostos
a discutir e trocar propostas, além de vivenciar um encontro
com o brincar e a aprendizagem pela experiência.
Esse projeto iniciou-se em 2008 com a entrega de Parques
de Brinquedos aos CEIs então administrados pela Unas (União
de Núcleos, Associações e Sociedades dos Moradores de Heliópolis
e São João Clímaco) e com o cuidado de não se esgotar
na doação desse mobiliário, mas alcançar o principal recurso
das instituições: as pessoas que as compõem.
O vivido que sobrevive
O foco central é o brincar, e a opção é por firmar-se nas espontaneidades
que as crianças criam para uma descoberta de
si mesmas. Um caminho para acreditarmos mais e mais que o
brincar é regado de sentidos e construções suficientemente
significativas, de modo a podermos, sem medo, deixar que as
crianças brinquem sossegadas.
Como então atuar no papel de educador dessas crianças?
O Projeto Brincar em Heliópolis sensibiliza o educador partindo
do seu fazer e da sua vivência, em um percurso de busca
de sentido e autorrealização, priorizando e fortalecendo o indivíduo
em detrimento da instituição – um processo dinâmico e
revelador de um potencial único e particular de cada um dos
participantes, que, reunidos em grupos, constroem estruturas
sólidas carregadas de sentido.
Mais do que preencher lacunas de conhecimentos e informações
específicas sobre educação e desenvolvimento infantil,
priorizou-se a experiência vivencial, que dialoga com o corpo
e com gestos já conhecidos, para assim abrir-se e expor-se
ao vínculo primordial com a criança: o brincar.
Ou como bem nos diz Guimarães Rosa: “Somente o verdadeiramente
vivido sobrevive”.
Um ato de construção
Um convite ao “fazer junto” – ousando e arriscando-se na
construção conjunta de descobertas e saberes – e ao expor-
-se, como alternativa a conduzir ações autoritárias, restritivas
ou impostas em prol de fundamentos metodológicos esvaziados
de sentido. O que não significa afastar-se do papel do
educador, que reconhece a construção de conhecimento da
criança, entende e valoriza as características culturais de
cada realidade, está integrado às novas perspectivas educacionais
e cria mecanismos autônomos de estratégias e ações
que potencializam e ampliam o fazer dela.
Esse projeto visa abrir o canal da livre expressão da infância
acolhendo e respeitando suas tentativas, iniciativas e desejos.
Não se trata de um espontaneísmo ingênuo no qual vigora
o afastamento do educador para dar espaço ao laissez faire, ao
fazer por fazer, como se fosse suficiente conceder às crianças
a oportunidade de brincarem livres, acreditando que, como num
passe de mágica, todas as necessidades delas seriam supridas.
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